sábado, 23 de março de 2013

Manual Litúrgico para Semana Santa


PEQUENO MANUAL PARA A SEMANA SANTA
(Org. e Sugestões: Pe. Rogério Cabral Caetano)

Pe. Rogério Cabral Caetano  Quarta-Feira de cinzas 2013

“A Liturgia da Semana Santa seja realizada de modo a poder oferecer ao povo cristão a riqueza dos ritos e orações; é importante que seja respeitada a verdade dos sinais, se favoreça a participação dos fiéis e seja assegurada a presença de ministros, leitores e cantores”.
             É nessa perspectiva que nasce não sei se poderia chamar de “Pequeno Manual da Semana Santa”, e que se dirige de maneira peculiar às Equipes de Liturgia, Ministros Extraordinários da Distribuição da Comunhão Eucarística, enfim, a todas aquelas pessoas que estão empenhadas e colaboram com os sacerdotes nas comunidades paroquiais.
            Pois, nas várias paróquias, comunidades e capelas por onde passei ainda como seminarista, senti as dificuldades e ao mesmo tempo a disponibilidade daqueles leigos e leigas em preparar bem a “GRANDE SEMANA”.
            O nosso “pequeno manual” apesar de ser pautado no Magistério atual e nos livros litúrgicos renovados, têm falhas!  E se você tem uma sugestão para o enriquecimento destes grandes dias, envie-nos.
            E que seja para Maior Glória de Deus e Salvação das Almas!
            Fraternalmente,

Pe. Rogério Cabral Caetano
Pároco da Paróquia São Sebastião, Varre-Sai-RJ
Diocese de Campos-RJ.




I - DOMINGO DE RAMOS:

a)     Deve-se marcar uma única e grande, procissão. De preferência os fiéis se reunindo numa Igreja menor para a sede paroquial;
b)     Para o sacerdote deve-se preparar um ramo maior e mais esplendoroso e amarrado com um laço de fita vermelha;
c)     Deve-se preparar uma folha com cânticos apropriados, bem como um carro de som para o início da cerimônia e também para toda a procissão, de maneira que não haja improvisação.
d)     Caldeirinha e hissope de água benta.
e)     Após a benção dos ramos, segue-se precedidos pelo sacerdote e ministros a procissão com cânticos, turíbulo, cruz e velas (lanternas);
f)      Toda a liturgia da palavra deve ser distribuída entre os leitores com antecedência para não haver improvisação;
g)     Todo o caminho onde passará o cortejo processional, poderá ser decorado com ramos, e no chão podem-se jogar folhas de árvores picadas fazendo um grande tapete.
h)     Na leitura da Paixão não se usa incenso, nem velas, sem a saudação do povo e sem o beijo no livro do sacerdote;
i)       A cruz processional pode ser decorada com ramos bentos;
j)      Na procissão, à frente do celebrante vai se o Evangeliário, ou na falta deste, o lecionário correspondente devidamente marcado;
k)     O celebrante poderá usar na procissão pluvial vermelho ou na falta deste, casula de cor  vermelha;
l)       Dependendo da realidade e criatividade de cada equipe de liturgia, seria muito expressivo que se preparasse um burrinho com um figurante vestido de Jesus e os discípulos.
m)   O celebrante ao chegar ao presbitério, se usou pluvial na procissão, retira-o coloca a casula (que está sobre o altar), reverencia o altar e incensa o mesmo.
n)     Devem-se preparar ramos para os fiéis como também para serem guardados para a quarta-feira de cinzas do próximo ano (para se fazer as cinzas).
o)     Na procissão do ofertório, podem ser conduzidos três símbolos evocativos dos três mistérios que a Igreja irá celebrar no Tríduo Pascal: O PÃO E O VINHO (lembrando a Ceia do Senhor na quinta-feira santa); UMA CRUZ (lembrando a cruficação do Redentor a ser celebrada na sexta-feira santa); CIRIO PASCAL (lembrando a vitória da luz sobre as trevas com a Ressurreição de Cristo a ser celebrada na Vigília Pascal e no Domingo de Páscoa).


II - MISSA DA CEIA DO SENHOR (Lava-pés):

a)     Inicia-se o tríduo sagrado, chamado também de o “Tríduo do crucificado, do sepultado e do ressuscitado”.
b)     Cruz processional, velas, turíbulo fumegando.
c)     Matracas.
d)     Pode-se entrar na procissão de entrada os santos óleos que foram abençoados pela manhã na Catedral pelo Sr. Bispo. Prepara-se no presbitério uma mesa para colocá-los. Para serem levados ao presbitério os santos óleos, poderiam três jovens vestir túnicas das respectivas cores dos óleos: ROXO (óleo dos enfermos); ROSA (óleo do Crisma); BRANCO (óleo do batismo).
e)     Pode ser decorado perto do altar e nunca em cima do mesmo, com pão, uva, vinho.
f)      Antes da celebração, o sacrário deve estar vazio. As hóstias para a comunhão dos fiéis devem ser consagradas na mesma celebração da missa de maneira suficiente para o dia seguinte também (Sexta-feira santa).
g)     Reserve-se uma Capela para conservação do Santíssimo Sacramento e seja ela ornada de modo conveniente, para que possa facilitar a oração e meditação: recomenda-se o respeito
daquela solenidade que convém à liturgia destes dias, evitando ou renovando qualquer abuso contrário.
h)     Durante o canto do hino do “Glória” tocam-se os sinos (da torre e do altar). Concluído o canto eles ficarão silenciosos até o “Glória” da Vigília Pascal.
i)       O órgão ou outros instrumentos a partir do canto do “Glória”, só serão utilizados para sustentar o canto. De maneira que não se use nem bateria e nem pandeiros...
j)      Seja conservada para o lava-pés a escolha de alguns homens, e como sugestão podendo ser 12 que significa os 12 apóstolos. Neste momento o celebrante retira a casula e cinge-se com uma toalha grande que possa ser amarrada à cintura e ao mesmo tempo enxugar os pés dos discípulos, a casula ficará aberta sobre o altar.  Após terminar o lava-pés e ter lavado as mãos vestirá novamente a casula. Pode ser dado para os homens um pão.
k)     Na procissão do ofertório tendo sido feita uma conscientização na comunidade, a comunidade pode fazer doação de alimentos não perecíveis para os menos favorecidos, como nos sugere o Missal Romano.
l)       Na consagração, não se toca a campainha e sim as matracas.
m)   Após a oração da comunhão, forme-se o cortejo, passando por toda a Igreja, que acompanha o Santíssimo Sacramento ao lugar da reposição. A procissão é precedida pelo cruciferário, as velas, o turíbulo fumegando e as matracas.
n)     Usa-se a Umbela para cobrir o Santíssimo.
o)     Nunca se pode fazer a exposição com o ostensório. (A reserva Eucarística deverá ficar dentro do sacrário).
p)     Na adoração até a meia-noite, pode ser lida uma parte do evangelho segundo João Cap. 13-17. Após a meia noite, esta adoração seja feita sem solenidade já que começou o dia da paixão do Senhor.  Recomenda-se o silêncio.
q)     A capela do Santíssimo pode ser ornada com flores, com todo esplendor.
r)      O sacerdote deveria usar pluvial e véu umeral festivo na transladação do Santíssimo Sacramento em direção ao altar da reposição.  Na falta do Pluvial use pelo menos o véu umeral sobre a túnica ou alva com estola.
s)     Concluída a missa é desnudado o altar da celebração. Convém cobrir as cruzes da Igreja com um véu de cor vermelha ou roxa.
      Para a missa deve-se preparar:
a)     Âmbulas com partículas para consagrar para essa missa e para a Sexta-feira;
b)     Véu de ombros;
c)     Turíbulo com naveta;
d)     Tochas e velas;
      Para o lava pés:
a)     Assentos para os homens designados;
b)    Jarro de água e bacia;
c)     Toalha para enxugar os pés;
d)    Sabonete (para o sacerdote lavar as mãos)

III - CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR

Pe. Rogério Cabral Caetano organizado do Manual
a)     Neste dia não se celebra a Eucaristia.
b)     Guarda-se o jejum e a abstinência.
c)     Só se celebram nestes dias os sacramentos da Unção dos enfermos e da Confissão.
d)     Prepara-se tapete e almofadas para os sacerdotes (presidente e concelebrantes).
e)     Os sacerdotes prostam-se os demais ministros, coroinhas e povo ajoelham-se.
f)      Prepara-se uma cruz que deve ser esplendorosa coberta com um véu vermelho e dois castiçais com velas (na credencia no fundo igreja).
g)     Durante a adoração e o beijo devocional, canta-se hinos apropriados e salmos.
h)     Depois da comunhão proceda-se à desnudação do altar, deixando a mesma cruz no centro do altar, com quatro castiçais.
i)       Pode-se fazer até a hora da procissão do Senhor Morto a via-sacra.
j)      Tendo a procissão do Senhor Morto, pode-se deixar o esquife a veneração pública, juntamente com a imagem de Nossa Senhora das Dores. Na procissão recomenda-se silêncio e orações e também o uso das matracas, bem como um carro de som com canto gregoriano, ou cantos penitenciais.
      Na credencia:
a)     Missal
b)     Lecionário
c)     Toalhas para o altar
d)     Corporais com sangüíneos
e)     Purificatório
f)      Velas para o altar.
g)     Âmbulas

IV - VIGÍLIA – SÁBADO SANTO:

a)     Pode continuar exposta durante o dia para a veneração dos fiéis, uma imagem do Cristo crucificado, ou morto bem como a imagem da Santíssima Virgem das Dores.
b)     Pedir com antecedência que os fiéis tragam velas ou a paróquia oferecer.
c)     Evite-se com todo o cuidado que os salmos da vigília sejam substituídos por canções populares.
d)     No canto do “Glória”, tocam-se os sinos, e também se podem preparar fogos de artifício.
e)     O círio Pascal é colocado no presbitério, ao lado do ambão.  O pedestal onde ficará o círio poderá ser decorado com flores.
f)      O tempo pascal vai até o dia de Pentecostes, nesse dia sairá solenemente do presbitério o Círio Pascal, o qual ficou todo esse tempo no presbitério. A partir desse dia só será usado, nas cerimônias do batismo e Crisma. (O Sacerdote poderá usar o Rito para apagar o Círio Pascal)




O que preparar:
Para o fogo:

a)      Uma fogueira podendo ser na frente da Igreja e que seja bem expressiva, quer dizer, que sua luz possa clarear mesmo.
b)      O Círio Pascal (que seja novo, nunca se deve reaproveitar o Círio do ano que passou).
c)      Cinco cravos, com grãos de incenso colocados nos mesmos.
d)      Um estilete, para fazer a incisão no círio.
e)      Uma vela grande para o celebrante acender o círio com o fogo novo.
f)       Lanterna para iluminar os textos que o celebrante há de recitar.
g)      Pegador de macarrão, para o turiferário tirar as brasas acesas do fogo novo e colocá-las no turíbulo.
h)      Candelabro para o círio pascal, posto junto do ambão.
i)       Preparar um microfone  e um bom som, para o celebrante e o comentarista, onde começara a cerimônia, com a bênção do fogo novo.

Para a liturgia batismal:
a) Recipiente com água;
b) Quando se administram os sacramentos da Iniciação Cristã: óleo dos catecúmenos, Santo Crisma, vela batismal, Ritual Romano.
c) Apagam-se as luzes da Igreja.
d) Mesmo não havendo batismo deve-se preparar um recipiente (sugiro talhas de barro) com água para a aspersão.
e) Caldeirinha (vazia) com hissope para a hora da aspersão.

Benção do Fogo e Preparação do Círio:

a)     O Celebrante vai com paramentos brancos, à sua frente vai um dos acólitos ou Ministro com o Círio Pascal.
b)     Não se leva a cruz processional nem velas acesas.
c)     O turiferário leva o turíbulo sem brasas com a naveta.



Procissão:

a)     Depois de acender o Círio, o celebrante deita o incenso no turíbulo, se houver diácono ou padre concelebrante este levará o Círio Pascal, na falta destes o Celebrante principal o levará.
b)     Organiza-se a procissão que entra na Igreja. À frente de quem leva o Círio (Padre ou Diácono), vai o turíbulo fumegando. Seguem-se outros ministros, coroinhas e todo o povo com as velas apagadas na mão.
c)     À porta da Igreja, o celebrante (ou diácono) erguendo o Círio canta: “Eis a luz de Cristo!” e todos respondem: Graças a Deus!
d)     Depois, o celebrante principal (ou diácono) avança até ao meio da Igreja, pára e, erguendo o Círio, canta a Segunda vez: “Eis à luz de Cristo!” e todos respondem: Graças a Deus! Todos ascendem as suas velas. Passando o lume de uns aos outros.
e)     Ao chegar diante do altar, o celebrante (ou diácono) pára, e, voltado para o povo, canta pela terceira vez: “Eis a luz de Cristo!” e todos respondem: Graças a Deus! Em seguida coloca o Círio no candelabro preparado junto do ambão.
f)      Acenden-se todas as luzes da Igreja.

Precônio Pascal:

a)     O celebrante deita incenso do turíbulo e benze-o como para o Evangelho na Missa.
b)     Havendo diácono ou padre concelebrante este fará a proclamação da Páscoa.
c)     Enquanto isso da cadeira o celebrante principal segura uma vela acesa na mão, de pé, para ouvir o precônio pascal.
d)     Todos se conservam igualmente de pé com as velas acesas na mão.
e)     Terminado o precônio pascal, todos apagam as velas e sentam-se.
f)      Após a última leitura do Antigo Testamento, com o seu responsório e respectiva oração, acendem-se as velas do altar e é entoado solenemente o hino: “Glória a Deus nas alturas” neste momento tocam-se os sinos, e os demais instrumentos que até então estavam silenciosos.  Neste momento, também o altar é decorado com arranjos de flores, que deverão estar preparados na sacristia.
g)     Na proclamação do Evangelho, não levam as velas, somente o turíbulo fumegando.
h)     Após o Evangelho, faz-se a homilia; proceda-se a liturgia batismal, se houver.
i)       Havendo batismo, sua liturgia efetua-se junto a pia batismal ou mesmo no presbitério. Onde por antiga tradição, o batistério estiver localizado fora da Igreja, é lá que se tem de ir para a liturgia batismal.
j)      Primeiro faz-se a chamada dos catecúmenos, que são apresentados pelos padrinhos ou se forem crianças, levados pelos pais e padrinhos.
k)     A liturgia batismal acontecendo no presbitério, após a monição do celebrante principal, segue-se a ladainha cantada, à qual o povo responde, de pé, por ser tempo pascal.
l)       Terminada a ladainha, o Celebrante principal, de pé, junto da fonte batismal, com as mãos estendidas, benze a água. Pode-se introduzir na mesma água o círio pascal, uma ou três vezes, como vem indicado no missal.
m)   Terminada a benção da água e dita a aclamação pelo povo, o celebrante principal, interroga os “eleitos” adultos, para que façam à renúncia, segundo o Rito da Iniciação Cristã dos adultos, e os pais ou padrinhos das crianças, segundo o Rito para o batismo de criança.
n)     Faz-se agora a unção com o óleo dos catecúmenos.
o)     O celebrante interroga os eleitos a cerca de sua fé. Tratando-se de crianças, pede-se a profissão de fé dos pais e padrinhos ao mesmo tempo.
p)     Após o interrogatório, o celebrante batiza os eleitos.
q)     Terminado o batismo, acontece a unção com o óleo da crisma.
r)      Após a unção o celebrante, acende avelã no Círio Pascal.
s)     Terminada a ablação batismal e os atos complementares e efetua-se, o regresso aos bancos, em procissão e com as velas acessas. Durante o retorno, canta-se um canto batismal.
t)      Sendo batizados adultos, é administrado-lhes também o sacramento da confirmação.


Renovação das Promessas do Batismo:

a)     Concluído o rito do batismo e da confirmação, ou, se não tiver havido nenhum nem outro, após a benção da água, o celebrante principal estando de pé voltado para o povo, recebe a renovação das promessas da fé batismal dos fiéis, que se conservam de pé com as velas acessas na mão.
b)     Terminada a renovação das promessas do batismo, o celebrante principal ajudados pelos padres concelebrantes ou diáconos, se houver, asperge o povo com água benta, enquanto isso se canta um canto de sentido batismal.
c)     Por fim, a missa decorre como de costume, e com solenidade.
d)     Em algumas paróquias tem-se o costume de fazer a procissão do Senhor Ressuscitado e do triunfo de Nossa Senhora.  Portanto, a Imagem de Jesus Ressuscitado, deve estar em um andor devidamente ornado para a procissão ou carreata após o término da Vigília pascal.


V - ORIENTAÇÕES GERAIS:

a)     Antes de iniciar a sexta-feira santa e concluindo o tempo quaresmal seja feito o Ato Penitencial Comunitário com confissões individuais.
b)     O tempo quaresmal vai até à Quinta-feira Santa.
c)     A partir da missa “da Ceia do Senhor” inicia-se o Tríduo Pascal.
d)     Marcar uma reunião com toda a equipe de liturgia com o sacerdote para acertar todos os detalhes;
e)     Dividir as leituras com antecedência;
f)      Os Salmos devem ser todos cantados com a participação do povo;
g)     Deve-se montar uma “Equipe de Semana Santa”;
h)     Ex.: Batedores de Sino e matraca;
i)       Fogueteiro (para o momento do Glória da Missa da Ceia do Senhor e da Vigília Pascal)
j)      Organizadores de procissão;
k)     Organizadores de andores;
l)       Cortadores de Ramos (serviço que deve ser feito com antecedência)
m)   Leitores e Cantores de Salmos
n)     Animadores de procissão.

VI – PARALITURGIAS E PIEDADE POPULAR

a)     Quarta-feira Santa: Procissão do Encontro do Senhor do Passos e Nossa Senhora das Dores;
b)     Sexta-feira Santa: Sermão das 7 Palavras, descimento do Senhor Morto da cruz e procissão do enterro( Em alguns lugares o povo tem a tradição de dar um beijo na imagem do Senhor morto.  É mais uma oportunidade para evangelizar, fazendo com que a devoção seja mais significativa, através dos vários grupos, movimesntos, pastorais, etc.  Destacar e dar um significado ao beijo das crianças, dos jovens, dos casais, dos homens e das mulheres, dos idosos, dos doentes, etc.  Uma pequena paraliturgia pode ser preparada para este momento, com cânticos penitenciais e fazendo uma ligação com a Campanha da Fraternidade do ano corrente.


2 comentários:

  1. Obrigado Rosana fico feliz por você ter gostado de nosso Blog ajude-nos a divulga-lo... Deus a abençoe por isso...

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