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sexta-feira, 21 de maio de 2021

QUANDO ESTAMOS UNIDOS... REFLEXÃO SOBRE O DOMINGO DE PENTECOSTES

 



Quando estamos unidos...

    Neste final de semana celebramos a solenidade de Pentecostes, a Igreja no mundo inteiro celebra a vinda do Espírito Santo, sobre a Virgem Maria e os apóstolos no Cenáculo. Poderia aqui trazer uma vasta discussão pneumatológica, ou seja, sobre a pessoa do Espírito Santo e sua ação na alma humana.

    No entanto, gostaria de salientar um aspecto pouco e talvez quase sempre esquecido mas que nos é trazido pelos Atos dos Apóstolos no capítulo 2 "Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam". A narrativa nos diz que estavam reunidos no mesmo lugar, aqui se trata do Cenáculo, lugar de especial importância e cenário para alguns dos encontros do ressuscitado com seus apóstolos, mas você deve estar se perguntando aonde quero chegar, pois bem, o que quero chamar atenção é para a dimensão comunitária de nossa fé católica.

    O Espírito Santo derramou-se sobre a comunidade dos Apóstolos, reunidos em torno de Maria Santíssima, que como bem nos ensinam a tradição e o magistério, não só é mãe, mas imagem da Igreja. Vivemos tempos difíceis, em que muitas vezes somos impedidos de praticar a dimensão comunitária de nossa fé, no entanto, não podemos esquecer, que desde os primórdios do cristianismo, mesmo em tempos de perseguição, nossos irmãos se reuniam, mesmo que às escondidas, a fim de celebrar e exercer os dons e carismas. Isso nos afirma a primeira carta aos Coríntios “formamos um só corpo, animado pelo único Espírito.” (Cf I Cor 12, 3b-7.12-13)

    Dessa forma, não deixemos apagar em nós, essa profunda marca de nossa fé, a vivência comunitária. pois quando estamos unidos, o Senhor mesmo sopra sobre nós seu Espírito Santo, nos enchendo com seus dons, trazendo vida a Igreja, lançando fora todo medo e temor, comunicando-nos a sua paz.


Por: William Amaral Nunes

Colaborador do Blog, estudante de Teologia da UcPel/RS.


domingo, 10 de maio de 2015

OS SINAIS DA ESTRADA CERTA...




Reflexão do 6º Domingo da Páscoa

Por. Mayron José 

Caros irmãos e irmãs, cá estamos nós, uma vez mais, a fim de refletirmos o Evangelho dominical. Desde o início de nossa reflexão fixemos na ideia dos Sinais, ou seja, os variados indícios, vestígios ou provas que nos indicam muitas coisas. Um exemplo particular disso é no trânsito, eles nos pedem para avançar, parar, virar à esquerda ou direita, seguir em frente... Eles nos orientam como devemos andar. No Evangelho deste domingo, em síntese, Nosso Senhor apresenta aos seus a importância dos mandamentos na vida do cristão como guia e permanência no amor divino, como regra para uma estrada certa. O objetivo disso? Como Ele mesmo diz: “Para que minha alegria esteja em vós e vossa alegria seja plena” (Jo 15,11). Mais uma vez Nosso Senhor manifesta seu cuidado, seu carinho pelos seus eleitos. 

No caminho espiritual, o primeiro sinal que Nosso Senhor nos deixa são os seus mandamentos. Tais leis, que regulam nossa vida cristã, não são impostas por um Deus opressor e devem ser seguidas porque são regras, simplesmente, mas, como nos diz o Catecismo da Igreja, “é o caminho da vida”, que nos dá a vida e deixa a todos nós, como fruto, o tráfego livre, pois com eles ficamos livres do pecado, das amarras demoníacas do dia a dia que insistem em nos prender às nossas paixões, nossas vontades, nossos desejos, mentira, ódio e egoísmo e não nos deixam olhar para o alto, focar nossa meta que é o céu. Os mandamentos são tão especiais, pois neles compreendem toda a vida humana, quer dizer, o contato com Deus e com o próximo e por isso precisam ser amados e seguidos porque quem nos deixou esses sinais, nos amou por primeiro, no elegeu por “amigos”.

O Segundo Sinal parte de nós como resposta ao primeiro, isto é, como diz o salmista, “Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos e fazei-me conhecer a vossa estrada” (Sl 24), ou seja, é a disposição do coração, síntese do homem, que deseja, ardentemente, trilhar a estrada certa, o caminho de Deus. Não é um desejo qualquer mas um desejo profundo, insaciável que só tem sua completude no próprio Deus e no que Ele diz. E Neste domingo esta disposição deve ser renovada, estando apagada ou brilhante como luz, pois sabemos o que nos espera no fim do caminho: A VIDA ETERNA. A estrada da vida espiritual é simples, apesar de gradativa... muitas vezes, nós que a complicamos! Tome atitude! Corra atrás do que é teu, exclusivamente teu.. e nada nem ninguém poderá tirá-lo. Seguindo a imagem que utilizamos é deixar-se guiar pelo “GPS de Deus” para chegar ao nosso destino, atingir a nossa meta e nos “Cristificar-nos”, tornar-nos outros Cristos...

Um Terceiro sinal, junção do primeiro com o segundo, é uma visão futura do que teremos no fim do caminho: a vivência do amor. Esse sentimento já tão banalizado por muitos... Amo aquele que me ama e odeio aquele que odeia! Não! Esse é o pensamento do mundo de hoje... Mas, Nosso Senhor não nos pede, senão, utiliza do verbo ORDENAR quando se refere ao mandamento do amor: “ Isto é o que vos ordeno: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS” (Jo 15,17) É uma determinação, um mandamento novo que vem da boca do próprio Cristo. O mestre quer nos conhecer e reconhecer pelo amor... Amar o outro não é fácil, aceitar as diferenças é pior ainda, estes são os nossos limites que sempre se apresentam em diversas situações. Mas Cristo nos ordena a ir além, a superar-nos, a dar mais. Mas será que ele pede muito de nós? Não, senão, não nos pediria. Mas, se pede é porque sabe que somos capazes, apesar de limitados. Mais ainda, porque nos conhece e nos ama profundamente e por isso deixa sinais, vestígios que nos reorientam a seu caminho. 



Que a Virgem Maria, Mãe daquele que nos amou até o fim, Jesus Cristo, nos ensine, neste mês a ela dedicado, a seguirmos o caminho de Deus, a estrada certa e a sermos sensíveis a seus sinais...



domingo, 3 de maio de 2015

A Videira Verdadeira: Um Convite para o amor!





“Aí está o critério para saber que somos da verdade e para sossegar diante dele o nosso coração...” 



Queridos irmãos e irmãs em Cristo, mais uma vez temos a oportunidade de compartilhar a fé com nossa reflexão do Evangelho de Domingo. Hoje nos é apresentado, como no trecho citado acima, um critério para sabermos se somos ou não legítimos discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo: O AMOR, origem, impulso de crescimento e fim da comunidade e da vida cristã primitiva e atual. Tal critério é melhor visualizado quando entramos na imagem pascal de Cristo como Videira: “Eu sou a videira verdadeira...” (Jo 15,1), diz o Senhor. A videira é uma espécie de planta com ramos verdes e flexíveis responsável por produzir a uva. Cristo, neste domingo, convida a você leitor a se comparar com uma videira. Entremos no “jogo” de Jesus. Quem é o tronco? Jesus. Os ramos? O evangelho nos diz que somos nós, os Cristãos. Quem cultiva? O Pai. Mas podemos nos perguntar: De que modo somos enxertados na videira? Como o Pai cultiva os Ramos? O que nutre, liga e identificam os ramos ao tronco? E aí vemos três pontos que nos ajudam a contemplar melhor e tirarmos os frutos necessários da “verdadeira videira”: 



- O Batismo, modo de enxerto na Videira – O batismo é a forma única em que nós, Cristãos, somos enxertados em Jesus Cristo. Por meio dele, somos inseridos na sua morte de Cruz, libertando-nos do pecado e ressuscitando com ele para uma vida nova em vista de uma coroa incorruptível, a salvação! Quando somos batizados cada um de nós, crianças ou adultos, “escutamos” da boca de Deus o que nos diz o profeta Isaías: “Chamei-te pelo nome, tu és meu!” (Is 43,1) E Deus não cessa de nos atrair para uma vida com Ele, por Ele e Nele, isto é, ao sermos enxertados na videira deixamos a realidade de Criatura e assumimos as vestes de Filhos de Deus, somos separados e, pode-se dizer consagrados, “SAGRADOS PARA...” uma missão, uma vida em Deus e não uma vida para nós mesmos, fechada, exclusiva. NÃO SOMOS MAIS NOSSOS, NÃO PERTENCEMOS MAIS A NÓS, MAS A DEUS porque “Nele nos movemos, vivemos e somos” (At 17,28). Várias coisas passam pelo período em que “estão na moda”: músicas, roupas, palavras, gírias... e delas, inúmeras vezes, fazemos uso e logo passam, são esquecidas. Na vida cristã, o Batismo deve ser a moda que nunca passa, que nunca fica “fora de moda” e que nem o tempo, homem, pecado ou qualquer coisa apaga a condição ou torna velho aquilo que é novo, que é o sacramento da “regeneração” , da “nova criatura” e da condição que tu adquiriste no dia do teu batismo: FILHO DE DEUS, RAMO DA VIDEIRA VERDADEIRA. Após a data de nosso aniversário, onde celebramos com festa o dia em que ganhamos o dom da Vida humana, o Batismo deveria ser para nós motivo de festa múltipla e maior, pois é o dia em que nascemos para a vida Espiritual, a vida em Deus, o modo como somos enxertados na videira e dela dependemos! E tu, Cristão, Jovem ou Velho, Homem ou Mulher, como estás vivendo e celebrando o teu batismo? 

- A Vigilância Espiritual: o Cultivo dos Ramos – Como Ramos tiramos a seiva que nos nutre da Videira, do bom cultivo dessa videira. “Todo ramo que dá fruto, Ele o Limpa, para que dê mais fruto ainda” (Jo 15,2). Ele quem? O Pai. Se Somos limpos pelo Batismo, pela ação do Espírito Santo, como nós refletimos no primeiro ponto, somos sustentados pela palavra de Deus Pai, encarnada em Jesus Cristo, para que sejamos ramos viçosos, flexíveis, verdes, cheios de vida. Isto significa que a vida espiritual é uma ação cooperativa entre a Trindade e o homem, nós e Deus! Sendo assim, a palavra de Deus deve ser meio para nosso projeto de VIGILÂNCIA ESPIRITUAL. Sim, em um mundo tão corrido e cheio de afazeres, a necessidade de se planejar as coisas torna-se cada vez mais útil e prática. A vida espiritual deve se seguir da mesma forma! Um projeto elaborado, detalhado e eficaz na vida prática deve ser construído para o bom cultivo da vida cristã. Sozinho? Evidente que não conseguirás muito! Com o auxílio da Graça Divina que cultiva os seus “ramos”? Irás longe! Tal projeto não se define em algo que fique no papel, mas que tome vida e corpo em nosso dia-dia. Que se permita à podas para que dê cada vez mais frutos diários de vida espiritual: virtudes, frutos de santidade, assimilação com a vontade de Deus... Se é um projeto de vigilância, o ato de Vigiar é, portanto, estar atento, ficar de olho e cuidar para que o ladrão não roube, não leve ou estrague aquilo que é patrimônio pessoal. Assim devemos agir para com nosso Batismo, com a nossa condição de Filhos de Deus, com nossa vida espiritual. Cuidar bem dela a fim de que o ladrão, o Diabo, “que rodeia como um leão a rugir procurando a quem devorar” não a estregue e desfigure. São Jerônimo nos diz que “Ignorar a Escritura é ignorar a Cristo” e no processo de vigilância espiritual, as escrituras, e utilizando da analogia de São Jeronimo, o próprio Cristo, deve “estar no meio de nós”, estar em nós e suas palavras devem ser “o livro de cabeceira”, o remédio “conta gotas” que nos auxilia e conduz, cada dia, para o seguimento mais perfeito do Mestre. 

-O amor de Cristo: a ligação entre nós e o Senhor – Aqui tratamos do que nutre os ramos: O amor de Cristo! É o amor da videira para seus ramos... é um amor desinteressado de Deus que se doa até o fim, que se dá por nós, indignos de merecimento. É um amor que constrange a nós, pobres pecadores, pois não poderemos nunca retribuir tamanha doação. A cruz foi uma prova concreta do limite desse amor: SEM LIMITES! Mesmo assim, é interessante notar que além de não possuir em Cristo picos de amor para com os seus, isto é, momentos em que ama e momentos em que não ama, o verbo “permanecer”, utilizado insistentemente por Cristo, relata bem a sua intenção em nos amar sempre e o seu desejo em que “sosseguemos nosso coração”, nos nutramos constantemente nesse amor. Mais ainda, o nosso Salvador ainda torna tal ação, isto é, o ficar, o estar em presença desse amor, a condição perfeita para sermos seus seguidores, suas testemunhas. Não querendo retribuição, já prepara todo o ambiente necessário para que cresçamos Nele: o seu amor divino que é fonte, ápice e meta de todo cristão. É lugar de repouso, de descanso, onde cada um de nós podemos reclinar nossa cabeça e coração e dele aprender! Até nisso, Cristo nos cuida e nos ama! Cristo, de um simples pedido, torna o ato de amar uma identidade que forma o legítimo Cristão. Portanto, Queres ser feliz? Ame a Cristo! Queres pedir algo a si e aos seus? Ame a Cristo! Queres possuir vida plena? Ame a Cristo! Queres Paz ao seu coração? Ame a Cristo! E deixe-se amar por Ele... Esta é a seiva que nutre os ramos pela videira! 

Que o Senhor Jesus, Videira verdadeira, possa revelar em sua vida seu grande amor e que tu possas estar atento para perceber e responder este amor que impele e que faz arder o coração de cada um de nós! ÓTIMA SEMANA!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

“Eu vim para que todos tenham vida...” Reflexão do Evangelho Dominical


“O bom pastor dá a vida por suas ovelhas” (Jo.10,11)
Por: Mayron Alexandre
Caros irmãos e irmãs internautas, que bom termos um espaço para compartilharmos a fé. E nada melhor que fazermos isso falando sobre Cristo, autor e origem da fé, por meio de seu Evangelho, não é mesmo? Estamos caminhando no Tempo Pascal... o tom alegre deste tempo solene se dá por um único motivo: A VIDA! A páscoa é a celebração do triunfo da Vida sobre a morte! A ressurreição é fonte de vida para os crentes! Cristo, numa série de imagens pascais, se apresenta desta vez, neste domingo, como “Pastor Bonus”, “o Bom Pastor”, aquele que dá a vida, e a dá livremente, pois essa é a finalidade de sua missão! Sendo assim, e já tomando rumos para nossa reflexão de hoje, podemos começar nos perguntando: Celebramos a festa da vida mas, se nos é dada a Vida, como usufruir deste fruto pascal? Como viver a vida em Cristo, Bom Pastor, que dá a vida e como reconhecer a Cristo, que dá a vida, no dia a dia?
Em primeiro lugar, vemos pelo Evangelho, que Cristo não é mercenário, não aproveita de suas ovelhas, não as conduz pelo caminho da mentira e nem as abandona. Antes, assume-se como Aquele que se importa com as ovelhas, que as toma para si e “as conhece, como Ele conhece o Pai.” Esse é ponto que podemos partir. Só um conhecimento profundo, munido de confiança, obediência e intenso amor, entre o Pai e Filho pode ter feito com que Cristo abraçasse, livremente, sua paixão. Só uma relação íntima, profunda e de elevada comunhão, entre Pai e Filho, pôde dar-nos a vida. Só um conhecimento entre a ovelha e o seu Pastor pode fazer com que eu e você, ovelhas do rebanho de Cristo, tenhamos a vida, usufruamos da vida, bebamos da fonte da vida, do Pastor, do Cristo. E aí já temos uma resposta para o primeiro questionamento! Ainda assim, um dos sermões de São Leão Magno, presente no Catecismo da Igreja Católica, nos dá um “empurrãozinho” para a resposta da primeira pergunta: “Cristão, por participares agora da natureza divina, não te degeneres, retornando à decadência de tua vida passada. Lembra-te da Cabeça que pertences e do corpo que és membro. Lembra-te que fostes arrancados das trevas e transferido para a luz...” , ou seja, aproveitar a vida, para um cristão autêntico, não se reduz à “fazer tudo o que eu quiser ou puder pois isto é aproveitar a vida!” Isto é um movimento decadente, que leva à caídas, a tropeções, a afundar-se em si mesmo, a retornar para as trevas da qual, pela força do sacrifício de Cristo, fomos arrancados. A Páscoa nos motiva a olhar para o alto, para além de nós, a ressuscitar os ânimos cansados e abatidos, a renovar o compromisso de fé no Cristo e conhecer, com desejos de intimidade, aquele que deu e dá a vida por nós, a deixarmos guiar por aquele que “tem autoridade para dar, retirar e retomar a vida”. Desta forma, aproveitar a vida toma um rumo diferente e ascendente, nos motiva a erguer-nos da morte do passado, a trilhar novos e ressuscitadores rumos nos caminhos da vida, a tomar novas decisões e certezas, a vestir e fazer dignas às vestes de um justificado e participante da natureza divina... Os frutos práticos disso? Ânimo, Coragem, Felicidade plena, Soerguimento, Vitória, respostas plenas e cheias de intimidade com Deus. Os meios práticos disso? A oração, o conhecimento da palavra, a vida em comunidade, os sacramentos.  Portanto, o que achas de viver a vida com Cristo que te doa a vida hoje?...
Em outro aspecto, o Bom Pastor se demonstra responsável por suas ovelhas. Não algumas, selecionadas, mas as que estão e não estão dentro do seu redil, pois, como disse, “também a elas devo conduzir”. Como conduz? Pela voz! Para onde conduz? Para o caminho da Vida Nele! Em que lugar conduz? No meu dia a dia!  A voz vivificante de Cristo fala mais alto nos corações de suas ovelhas. Pela melodia da verdade, Cristo dá a vida por suas ovelhas cada vez que elas ouvem e só conhecem a sua voz. Muitas vozes são ouvidas por nós hoje em dia... as vozes da mídia, do consumismo, do sucesso, da riqueza, dos prazeres... Vozes estas muitas vezes convidativas, sedutoras, disfarçadas, que nos levam e levarão à tentação de querer seguir o mercenário, do lobo vestido de Cordeiro e procurar um caminho mais fácil.  Assim como o autor dessas vozes são, todas essas, vozes mercenárias, que não nos conduzem com segurança e repouso para um lugar. Que não nos garantem a vida! Que não nos levam a Cristo! Nosso Senhor, no Evangelho de Mateus, nos ensina como a fugir dessas vozes: “ Guardai-vos dos falsos profetas que vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os conhecereis.” (Mt 7,15) Que preciosa dica! Que cuidado do Bom Pastor para com os seus! A voz de Cristo, Bom Pastor, nos fala e vivifica sempre na simplicidade da vida, nos fatos diários, nos nossos dons, nas pessoas que convivemos, nos frutos espirituais que colhemos. Estejamos atentos a sua voz! E então, podemos nos perguntar: Eu, ovelha de Cristo, pertencente ao rebanho do Senhor, a quem estou ouvindo? A quem quero seguir? Para onde quero ir? Sigo um caminho de morte? Quero o caminho da vida em Cristo?  As respostas a estas perguntas são o fio condutor para prosseguir ou retornar à verdadeira voz que nos diz: “Eu sou o Bom Pastor” e devem fazer com que ou prossigamos ou retornemos de onde paramos. Como seria doloroso ouvir de Nosso Senhor o que nos exorta o profeta Isaías: “Porque o coração deste povo se tornou insensível, e eles ouviram de má vontade...” (Is 6,10) Quando pelo contrário, que nossa vida seja um eco da voz de Cristo onde formos e que possamos, como testemunhas do ressuscitado, do Bom Pastor que dá a vida, sermos portadores da Vida em Cristo! Assim Seja!