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sexta-feira, 21 de maio de 2021

QUANDO ESTAMOS UNIDOS... REFLEXÃO SOBRE O DOMINGO DE PENTECOSTES

 



Quando estamos unidos...

    Neste final de semana celebramos a solenidade de Pentecostes, a Igreja no mundo inteiro celebra a vinda do Espírito Santo, sobre a Virgem Maria e os apóstolos no Cenáculo. Poderia aqui trazer uma vasta discussão pneumatológica, ou seja, sobre a pessoa do Espírito Santo e sua ação na alma humana.

    No entanto, gostaria de salientar um aspecto pouco e talvez quase sempre esquecido mas que nos é trazido pelos Atos dos Apóstolos no capítulo 2 "Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam". A narrativa nos diz que estavam reunidos no mesmo lugar, aqui se trata do Cenáculo, lugar de especial importância e cenário para alguns dos encontros do ressuscitado com seus apóstolos, mas você deve estar se perguntando aonde quero chegar, pois bem, o que quero chamar atenção é para a dimensão comunitária de nossa fé católica.

    O Espírito Santo derramou-se sobre a comunidade dos Apóstolos, reunidos em torno de Maria Santíssima, que como bem nos ensinam a tradição e o magistério, não só é mãe, mas imagem da Igreja. Vivemos tempos difíceis, em que muitas vezes somos impedidos de praticar a dimensão comunitária de nossa fé, no entanto, não podemos esquecer, que desde os primórdios do cristianismo, mesmo em tempos de perseguição, nossos irmãos se reuniam, mesmo que às escondidas, a fim de celebrar e exercer os dons e carismas. Isso nos afirma a primeira carta aos Coríntios “formamos um só corpo, animado pelo único Espírito.” (Cf I Cor 12, 3b-7.12-13)

    Dessa forma, não deixemos apagar em nós, essa profunda marca de nossa fé, a vivência comunitária. pois quando estamos unidos, o Senhor mesmo sopra sobre nós seu Espírito Santo, nos enchendo com seus dons, trazendo vida a Igreja, lançando fora todo medo e temor, comunicando-nos a sua paz.


Por: William Amaral Nunes

Colaborador do Blog, estudante de Teologia da UcPel/RS.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

5 coisas que você não sabia sobre a água benta

5 coisas que você não sabia sobre a água benta


Papa Francisco asperge o povo durante o ato penitencial da Santa Missa de São Pedro e São Paulo na Basílica Vaticana


Vamos mostrar a você caríssimo leito alguns dos benefícios que água benta trás a nós cristãos, que desta maneira possamos usa-la melhor para nos aproximarmos ainda mais dos sagrados mistério de Jesus Cristo nosso Senhor. 

A água benta é provavelmente um dos sacramentais mais conhecidos da Igreja. Não confundam sacramental com sacramento. Sacramental é um sinal sagrado segundo o modelo dos sacramentos, mediante o qual significam efeitos obtidos pela intercessão da Igreja.
Alguma vez já se perguntou desde quando a Igreja usa água benta? Porque sempre a encontramos na entrada das igrejas? Estas e outras perguntas estão respondidas aqui!
Conheça 5 coisas que você não sabia sobre água benta:

1) Sua origem

Se pode dizer que a origem da água benta remonta os tempos de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque Ele mesmo abençoou as águas. Mais adiante, o Papa São Alexandre I, que exerceu seu pontificado desde 121 d.C. até 132, determinou que o sal seria posto na água, enquanto as orações são ditas normalmente pela igreja. Os judeus colocavam cinzas na água, por isso São Clemente dizia que o que o que estava sob a antiga lei era a cinza, sob a graça, o sal.

2) Por que  tem água benta à entrada de algumas igrejas?

A água benta é colocada ali para nos persignarmos (fazer o sinal da cruz na testa, lábios e peito) com ela ao entrar no templo e sermos abençoados por Deus, com o sinal da Cruz. Assim entregamos todos os nossos sentidos a Ele, em Sua casa. Quando entramos na Igreja devemos pedir para que o Espírito Santo ilumine os nossos corações, infundindo neles aquele santo temor, piedade, silêncio e reverência, que cabem àquele santo lugar.

3) Como foi introduzido o uso da água benta na Igreja?

Foi em substituição à uma antiga cerimônia judia em que, antes de entrar na oração, se lavavam pedindo a Deus que os tornasse limpos. Para lembrar essa figura, os sacerdotes católicos primeiro abençoam a água, como um rito que ainda se mantém.

4) O que simboliza a água benta?

A água benta simboliza o suor de Nosso Senhor Jesus Cristo no horto e o preciosíssimo sangue que molhou seu rosto, na agonia.

5) Que efeitos tem a água benta?

Tradicionalmente se sabe que a água benta tem os seguintes efeitos:
– Afugenta toda potestade demoníaca sobre as pessoas e lugares que onde ela é lançada.
– Apaga os pecados veniais.
– Afugenta toda sombra, nuvem, fantasia e astúcia diabólica.
– Encerra as distrações da oração.
– Nos dispõe, com a graça do Espírito Santo, a uma maior devoção.
– Infunde em nós a virtude da benção divina para receber os sabramentos, para o administrá-los, e para celebrar os divinos ofícios de Deus.

Tem mais alguma informação sobre a água benta? Conte-nos! Através de nosso e-mail : junior_diniz_15@hotmail.com

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Se eu não fosse Católico qual Igreja eu iria buscar?



O texto que publicamos é do venerável Fulton J. Sheen, um arcebispo americano, e ele diz em poucas e belas palavras de qual Igreja ele iria buscar se não nascesse católico, veja, leia, reflita e se quiser #Compartilhe com seus amigos este belo escrito. 


Se eu não fosse Católico e estivesse procurando a verdadeira Igreja no mundo de hoje, eu iria em busca da única Igreja que não se dá muito bem com o mundo. Em outras palavras, eu procuraria uma Igreja que o mundo odiasse. Minha razão para fazer isso seria que, se Cristo ainda está presente em qualquer uma das igrejas do mundo de hoje, Ele ainda deve ser odiado como o era quando estava na terra, vivendo na carne.
Se você tiver que encontrar Cristo hoje, então procure uma Igreja que não se dá bem com o mundo. Procure por uma Igreja que é odiada pelo mundo como Cristo foi odiado pelo mundo. Procure pela Igreja que é acusada de estar desatualizada com os tempos modernos, como Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e nunca ter aprendido. Procure pela Igreja que os homens de hoje zombam e acusam de ser socialmente inferior, assim como zombaram de Nosso Senhor porque Ele veio de Nazaré. Procure pela Igreja, que é acusada de estar com o diabo, assim como Nosso Senhor foi acusado de estar possuído por Belzebu, príncipe dos demônios .
Procure a Igreja que em tempos de intolerância (contra a sã doutrina,) os homens dizem que deve ser destruída em nome de Deus, do mesmo modo que os que crucificaram Cristo julgavam estar prestando serviço a Deus.
Procure a Igreja que o mundo rejeita porque ela se proclama infalível, pois foi pela mesma razão que Pilatos rejeitou Cristo: por Ele ter se proclamado a si mesmo A VERDADE. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo assim como Nosso Senhor foi rejeitado pelos homens. Procure a Igreja que em meio às confusões de opiniões conflitantes, seus membros a amam do mesmo modo como amam a Cristo e respeitem a sua voz como a voz do seu Fundador.
E então você começará a suspeitar que se essa Igreja é impopular com o espírito do mundo é porque ela não pertence a esse mundo e uma vez que pertence a outro mundo, ela será infinitamente amada e infinitamente odiada como foi o próprio Cristo. Pois só aquilo que é de origem divina pode ser infinitamente odiado e infinitamente amado. Portanto, essa Igreja é divina .”
Arcebispo Fulton J. Sheen, Radio Replies, Vol. 1, p IX, Rumble & Carty, Tan Publishing – Tradução: Gercione Lima

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Você se sente deprimido e sem vontade de viver? Deixe o Papa Francisco te ajudar...



O Papa Francisco tem uma mensagem especial para você que se sente desanimado e deprimido diante das dificuldades da vida, pare um pouco leia e deixe que Cristo fale com você através do Papa.

Antes de ler a reflexão do Papa, leia essas duas leituras propostas pela liturgia do dia 27 de Setembro, dia de São Vicente de Paulo. Deus ira falar com você através dessas duas leituras. Pare, reflita



Primeira Leitura (Jó 3,1-3.11-17.20-23)

“Jó abriu a boca e amaldiçoou o seu dia, 2dizendo: “Maldito o dia em que nasci e a noite em que fui concebido. Por que não morri desde o ventre materno, ou não expirei ao sair das entranhas? Por que me acolheu um regaço e uns seios me amamentaram? Estaria agora deitado e poderia descansar, dormiria e teria repouso, com os reis e ministros do país, que construíram para si sepulcros grandiosos; ou com os nobres, que amontoaram ouro e prata em seus palácios. Ou, então, enterrado como aborto, eu agora não existiria, como crianças que nem chegaram a ver a luz.
Ali acaba o tumulto dos ímpios, ali repousam os que esgotaram as forças. Por que foi dado à luz um infeliz e vida àqueles que têm a alma amargurada? Eles desejam a morte que não vem e a buscam mais que um tesouro; eles se alegrariam por um túmulo e gozariam ao receberem sepultura.
Por que, então, foi dado à luz o homem a quem seu próprio caminho está oculto, a quem Deus cercou de todos os lados? ”

Salmo responsorial 87, 2-8

A vós clamo, Senhor, sem cessar, todo o dia, e de noite se eleva até vós meu gemido. Chegue a minha oração até a vossa presença, inclinai vosso ouvido a meu triste clamor!
Saturada de males se encontra a minh’alma, minha vida chegou junto às portas da morte. Sou contado entre aqueles que descem à cova, toda gente me vê como um caso perdido!
O meu leito já tenho no reino dos mortos, como um homem caído que jaz no sepulcro, de quem mesmo o Senhor se esqueceu para sempre e excluiu por completo de sua atenção.
Ó Senhor, me pusestes na cova mais funda, nos locais tenebrosos da sombra da morte. Sobre mim cai o peso do vosso furor, vossas ondas enormes me cobrem, me afogam.


Deixe agora Deus falar a você através do seu Vigário na terra, o Papa Francisco tem um recado que vai te ajudar, abra seu coração...


Durante a homilia na festa de São Vicente de Paulo, o Papa Francisco meditou sobre a primeira leitura, que conta a história de Jó, o qual passou por uma grande “desolação espiritual” e “havia perdido tudo”. O Santo Padre ofereceu alguns conselhos para aquelas pessoas que se sentem tristes e deprimidas.
“A desolação espiritual é uma coisa que acontece com todos nós: pode ser mais forte ou mais fraca… mas é uma condição da alma obscura, sem esperança, desconfiada, sem vontade de viver, que não vê a luz no fim do túnel, que tem agitação no coração e nas ideias”.

Mas também, “a desolação espiritual nos faz sentir como se nossa alma fosse ‘achatada’: quando não consegue, não quer viver: ‘A morte é melhor!’”, acrescentou o Pontífice.

Isto foi o que aconteceu com Jó, “melhor morrer do que viver assim”. “E nós devemos entender quando nosso espírito está neste estado de tristeza geral, quando ficamos quase sem respiro. Acontece com todos nós e temos que compreender o que se passa em nosso coração”, aconselhou.
Francisco convidou então a nos perguntar: “O que se deve fazer quando vivemos estes momentos escuros, por uma tragédia familiar, por uma doença, por alguma coisa que me leva ‘para baixo’. Alguns pensam em engolir um comprimido para dormir e tomar distância dos fatos, ou beber ‘dois, três, quatro golinhos’. Mas isto não ajuda”, assegurou o Papa.

Em vez disso, a liturgia de hoje “nos mostra como lidar com a desolação espiritual, quando ficamos mornos, para baixo, sem esperança”.
O Santo Padre indicou que no salmo 87 está a resposta: “Chegue a ti a minha prece, Senhor”. Portanto, é preciso rezar: “É uma oração de bater na porta, mas com força!”, exclamou.
“Senhor, eu estou cheio de desventuras. A minha vida está à beira do inferno. Estou entre aqueles que descem à fossa, sou como um homem sem forças’”, disse o Papa.
“Quantas vezes nós nos sentimos assim, sem forças… E esta é a oração. O Senhor mesmo nos ensina como rezar nestes momentos difíceis. ‘Senhor, me lançaste na fossa mais profunda. Pesa sobre mim a Tua cólera. Chegue a Ti a minha oração’”.

Nesse sentido, o Pontífice disse novamente: “Assim devemos rezar nos piores momentos, nos momentos mais escuros, mais desolados, mais esmagados, que nos esmagam mesmo. Isto é rezar com autenticidade. E também desabafar como desabafou Jó com os filhos. Como um filho”.
Francisco destacou que o personagem da Bíblia viveu também o silêncio dos amigos nesta situação.

Diante de uma pessoa que sofre, disse o Papa, “as palavras podem ferir”. O que conta é estar perto, fazer sentir a proximidade, “mas não fazer discursos”.
“Quando uma pessoa sofre, quando uma pessoa se encontra na desolação espiritual, você tem que falar o mínimo possível e você tem que ajudar com o silêncio, a proximidade, as carícias, com a sua oração diante do Pai”.
Em seguida, o Santo Padre disse que existem 3 coisas que se devem fazer:
“Em primeiro lugar, reconhecer em nós os momentos de desolação espiritual, quando estamos no escuro, sem esperança, e nos perguntar por quê. Em segundo lugar, rezar ao Senhor, como na liturgia de hoje, com este Salmo 87 que nos ensina a rezar, no momento de escuridão”, prosseguiu o Papa.
“E em terceiro lugar, quando me aproximo de uma pessoa que sofre, seja por doenças, seja por qualquer sofrimento, mas que está na desolação completa, silêncio; mas silêncio com tanto amor, proximidade, ternura. E não fazer discursos que, depois, não ajudam e, também, lhe fazer mal”.

Ao concluir, o Papa Francisco disse: “Rezemos ao Senhor para que nos conceda essas três graças: a graça de reconhecer a desolação espiritual, a graça de rezar quando estivermos submetidos a este estado de desolação espiritual e também a graça de saber acolher as pessoas que passam por momentos difíceis de tristeza e de desolação espiritual”.

Fonte: Aleteia.com

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Já chega! Estou cansado de tudo e de todos!



“Vinde a mim todos vós que estais cansados e eu vos aliviarei.” (Mt 11, 28)


           “E então eu me vi cansado!” Meu amigo leitor, quantas vezes nós não fazemos esta exclamação, muitas vezes no fim de um dia cansativo, outros, porém já no seu inicio de dia, “eu estou farto!”. Atualmente vivemos no mundo do agora, do instantâneo, queremos fazer tudo de uma só vez, queremos tudo de uma só vez! Mas, esquecemos que nós também nos cansamos, nos desgastamos, esquecemos que temos um limite. E quando é o outro que me desgasta, ou os problemas cotidianos, para uma criança pode ser um estudo pesado, problemas na escola, para um jovem adolescente pode ser a pressão do vestibular, como também um fim de um relacionamento, para um pai e uma mãe de família o seu trabalho, ou problemas no casamento, para pessoas idosas sua saúde frágil e debilitada ou a perda de um filho precocemente, enfim, concluímos que todos temos problemas, todos carregamos um fardo pesado em nossas vidas. Esta constatado por estatísticas que o maior mal do século XXI é a depressão, este mal assola toda a humanidade, todos estamos expostos a ele! Estamos expostos a ficar numa tristeza tão profunda que pensamos até em dar fim em nossa vida, muitas vezes nesta depressão o simples fato de um dia esta nublado já é causa de eu não sair de casa.

Quando não caímos no mal da depressão corremos o risco de jogarmos todos os nossos problemas sobre pessoas que não tem culpa, ou que não conseguem carregar, ou sobre aquelas que não tem a mínima noção do que se trata. Uma criança, por exemplo, ela pode expressar seu cansaço numa raiva, ou ficando quieta demais, silenciosa, presa em um mundo onde só existe ela, que ela pode fugir dos problemas. Um adolescente pode se afundar no mundo das drogas, esquecendo-se que existe um outro caminho, um outro lugar para depositar seu cansaço. Um pai e uma mãe podem terminar um relacionamento, pois se chegou ao ponto de um ofender ao outro de maneira inimaginável. Um idoso que não se vê mais com esperança por conta de tanto problema que droga de remédios para poder findar mais rápido sua vida. Sim, a vida é difícil. Onde posso eu buscar ajuda nesta hora? Respondemos de uma maneira simples: Em Jesus Cristo! Ah, podem pensar, porque buscar Jesus Cristo, uma utopia! Devemos busca-Lo, pois foi ele próprio quem disse: “Vinde a mim todos os que estais cansados” (Mt 11, 28).

Colocar um olhar sobrenatural na vida a torna mais agradável, mais digna e de fácil entendimento, que esperança tem aquele que não crê em Deus? Eu vivo, eu estudo, eu trabalho para um dia morrer. Este “morrer” para quem não crê pode ser visto como um fim, pronto, acabou! O ser humano é necessita de sentido na vida, este sentido só pode ser dado por Deus.

Como buscar então a Jesus, para depositar nele meu cansaço, para que Ele me ajude a leva-lo? Simples, peça o auxilio Àquele que o Pai celeste, teu criador deixou como Paráclito, o Espírito Santo. Comece como uma simples frase, sincera: “Senhor, eu preciso de Ti”, “Eu dependo de Ti”, “Eu estou sofrendo e sozinho já não posso mais”! Acredite, o Pai pode ouvi-lo! Vai afirmar o Evangelista Matheus na narrativa do Evangelho que Jesus se compadeceu da multidão que o seguia: “Ao ver a multidão ver a multidão teve compaixão dela” (Mt 9, 36). Mas este compadecer de Cristo não foi uma compaixão qualquer, Ele olhou para que os seguiam e viu naqueles homens e mulheres um cansaço físico e espiritual. Ele sabia que aqueles que estavam ali, junto dele precisavam de seu olhar misericordioso. E hoje, você, precisa desse olhar? Precisa que Jesus se compadeça de você, que lhe pegue pela mão e o levante da escuridão que você se encontra, ou tu te achar capaz de levar tudo sozinho?

Para conseguir a ajuda de Cristo é necessário um gesto simples, mais que necessita força interior, é necessário levantar a cabeça e olhar dentro dos olhos do Mestre. O Ato de olhar nos olhos é um ato de confiança. Vejamos, quando você fala com alguém, e esta pessoa a quem você esta se dirigindo não lhe olha nos olhos, você fala: Não confio, ela não olhou em meus olhos. Vai nos dizer o Papa Francisco que “os olhos são o espelho a alma”.

Voltemos para o cansaço. O mundo de hoje nos pede muito como foi dito no começo desta reflexão, é uma cultura exigente, que devasta tudo; e acredite, Jesus sabe disso, Ele sabe de seu cansaço, Ele apenas lhe pede, me olhe nos olhos, deixe-Me te ajudar, “eu vos darei descanso” (Mt 11, 28). Mas, vai dizer ainda Cristo, que não basta apenas deixar sobre ele nossos cansaços, é necessário aprender algo, é necessária uma lição, mas esta lição não é fácil, exige que saiamos do nosso orgulho pessoal, precisamos diz Jesus, “aprender” Dele, aprender a mansidão, aprender ser manso, ser puro e mais ainda, ser humilde como Ele o foi. Esta humildade não é uma humildade qualquer, ela é libertadora, ela é capaz de vencer o mal mais inimaginável de sua vida, ela é capaz de dar força a criança, ela capacita o adolescente, da sabedoria aos pais e da animo aos idosos, ela humildade nos vem com o auxilio do Espírito Santo e é necessário um coração desprendido.

Enfim, ao olharmos para trás vemos todo um cansaço, físico, psíquico e moral. A vida nos bate de tal forma que quando caímos por terra nos machucamos muito, se abrem feridas que por nossa força mesma não podemos curar, mas temos alguém que pode, temos um Médico especialista em corações e almas feridas. Um Médico que experimentou em si próprio a dolorosa condição de escravo, não ferido pelos males de um pecado, mas ferido em Sua carne mortal. Jesus Cristo entende o homem, pois ele experimentou sua dor, sentiu em Si mesmo o que é sofrer na carne, o que é ter medo. Deixe-O curar, deixe-o aliviar seu peso, olhe em seus olhos, reconheça-se pequeno e frágil. Maria experimentou olhar nos olhos de Deus, tanto foi que ela mesma se fez morada do Altíssimo. Ela confiou e se lançou a seus braços, pois sabia que no seu cansaço Deus jamais a abandonaria. Faça a experiência de se deixar consolar por Jesus. O que você a perder? Nada! O que você tem a ganhar? Tudo, um Pai, um Amigo, alguém que lhe dará a força do alto, um paraclito! Deixe-se consolar, basta apenas amar! 

Por: Junior Diniz

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Celibato: Um amor exagerado, um amor de cruz!



Queridos amigos, louvado seja Deus que nos cumulou de um amor tão puro. Sei que muitos devem já estar fartos de ouvir falar sobre castidade, mas queria eu falar de uma maneira diferente hoje, usando alguns versos de uma música, “Exagerado – Cazuza”, usando os ensinamentos da Igreja e a Palavra de Deus. Pois bem primeiro o que é um amor casto? Vai dizer a Santa Igreja que o “amor casto é aquele que procura se defender das forças internas e externas que procuram destrui-lo”(§ 2238). Enfim, é aquele amor que recusa tudo aquilo que o afasta do verdadeiro Amor, aquele amor que não aceita ser um objeto. Mas, espere? Usar Cazuza numa palestra sobre castidade? Meio controverso não? Sim, é! Mas, nada melhor que uma poesia sincera para que nademos hoje nós contra a corrente mundana, que tal purificar nosso coração da malicia experimento verdadeiramente “Um amor exagerado! A castidade!”. Reflitamos três pontos que irão nos ajudar. “Amor da minha vida, daqui ate a eternidade”, “Ate as coisas mais banais” e “Por Você eu largo tudo!”

    "Amor da minha vida, daqui ate a eternidade...."

Esta bem povo de Deus, como dizer de castidade usando a música de um cantor que morreu de AIDS? Meu Jesus este cara é louco, que escândalo! Busquemos a Verdade com alguém que caiu no erro de buscar um amor interesseiro, momentâneo, um amor mundano, "amor inventado" e não o verdadeiro Amor, aquele Amor que se deu no exagero da cruz! Amigos, Jesus foi um homem “exagerado”, um homem que amou incansavelmente a todos, olhemos para a figura deste “Homem exagerado”, Ele amou um publicano e o chamou à segui-lo, amou a Pedro, meu Deus ele o traiu! Amou a Judas, aquele que o traiu e entregou a morte. Amou a Tomé, mesmo sabendo que Ele tinha fraqueza em acreditar! Jovens, Jesus foi exagerado no Amor, exagerado por que nos ama tanto que chamamos sua morte e sofrimento de Paixão. Ele quer dar este Amor a você, porque Ele te ama exageradamente, te ama desde “aqui”, por mais pecados que você tenha cometido, e te amará “até a eternidade”, onde Ele te preparou um lugar. Ele nos provou este amor exagerado se entregando a Cruz, Ele não desistiu em sua dor, foi até o fim! Por que você não pode ir também e aceitar este “Amor exagerado” de tão puro? E dizer a todos eu achei o “Amor da minha vida” e vou ama-lo “daqui ate a eternidade”.

Exagerado chegando “Ate as coisas mais banais?” Afinal quem manda em você?

Quem não quer ser feliz? Que não busca alguém que lhe complete? A felicidade é a coisa que nós mais procuramos, só que muitas vezes nos desviamos no caminho quando fazemos esta busca, chegando a experimentar coisas tão “banais” que acabamos por inverter valores em nossa vida, mas cuidado! Não deixe-se desviar das coisas de Deus, não deixe-se enganar pelo “pai da mentira”, podemos dizer que o poeta desta música se desviou do “Amor exagerado”, afinal ele teve uma educação católica, já que sua mãe é uma mulher de grande fé. Deixou-se seduzir pela fama e o prazer fácil. Mas como não desviar do caminho? Simples, me guardando. Vai dizer à doutrina da Igreja no Catecismo, quando explica porque ela é contra o sexo antes do casamento, “porque ela quer proteger o amor. Uma pessoa não pode doar nada maior à outra do que a si mesma”. Jovem, guarde este amor puro, guarde sua pureza, não se deixe enganar. Não se deixe escravizar por seus impulsos, afinal quem é manda, são seus desejos ou seu coração? Se acaso for seus impulsos tenho que lhe dizer, você se tornou escravo, foi fraco e não teve coragem de nadar contra a corrente, afinal alguns nem tentam nadae, pois acham perda de tempo e mais fácil se entregar ao prazer. Mas, se for seu coração que dita as regras, lhe digo com alegria, você verdadeiramente compreendeu o que é um amor sadio, um amor “exagerado” de tão puro!

 “Exagerado (...) Por você eu largo tudo”;

Enfim, chegamos ao final de nossa reflexão sobre a castidade como um Amor “exagerado” e tão puro. Caros jovens, desde o momento que você aceita que seu corpo é um templo santo e que você deve respeitar aquele(a) que Deus colocou em seu caminho, você começa a viver junto ao amor “exagerado” de um Deus que lhe criou para ser feliz. Ser casto não é ser triste, ou andar de cabeça baixa com vergonha. Ser casto é mostrar ao mundo que você pode viver sim de maneira santa, que você não é irracional ao ponto de viver escravo de seus desejos. Ai vocês me perguntas, mas qual é o prêmio disso tudo? Eu lhe respondo filho, a felicidade. A felicidade de um dia achar alguém que como você também compreendeu que deveria ser também “exagerada” e que nadou contra a corrente mundana e se guardou para Deus, ou para aquele(a) que Deus escolheu para você. E assim um dia vocês juntos vão poder dizer um para o outro, “Por que você eu largo tudo”, tudo mesmo, o pecado, as seduções, por você eu deixarei meus pais, para que juntos construamos nossa felicidade baseada no “Amor exagerado” a Deus e no amor e na fidelidade de um para com outro, sendo assim concluir dizendo olhando nos olhos da pessoa amada, estaremos juntos “daqui até a eternidade”, pois o meu sim a você será pautado na fidelidade. E aqueles que decidiram se guardar totalmente, não se casando se consagrando a Jesus e a Sua Igreja possam dizer. ou melhor, gritar ao mundo “por Eles eu largo tudo!, dinheiro, carreia, canudo” e deixo para trás “as coisas mais banais”, por que eu achei o Amor puro, um amor “exagerado” que me amou por primeiro.



Jovens vale a pena, é possível, não é um sonho distante e muito menos uma utopia, é um sonho que deve ser sonhado hoje, a castidade é uma realidade palpável que pode lhe trazer segurança e felicidade, mas somente quando voltamos nosso coração para as coisas de Deus e usamos as armas certas como a oração, a meditação da palavra de Deus a adoração ao Santíssimo, usando estas armas poderemos chegar aonde os Santos um dia chegaram, afinal eles eram homens como nós. Repletos de desejos, mas se decidiram por Cristo! Olhemos a São José, ao qual o Sagrada Escritura o traz como “homem Justo” e os santos padres nos ensinam que ele era acima de tudo um homem “puro e casto”, peçamos a São José a força necessária para guardar nossa pureza para Deus, para o dia de nosso matrimônio e que a Virgem Maria nos ajude a trilhar este caminho de pureza. 

Por: Junior Diniz

terça-feira, 2 de junho de 2015

O Dom das lágrimas



Por: Junior Diniz

                 É um pouco difícil falar sobre este tema tão complexo para nós, as lagrimas. Às vezes elas vêm de sentimentos bons, momentos alegres. Quem nunca chorou ao receber algo de alguém que tanto ama? A alegria é tamanha que você chora de alegria. Não sabe como expressar o grande sentimento que esta pulsando de seu coração, mas seu coração sabe como, ele usa das lagrimas para se expressar. As lagrimas representam muitas coisas em nossa vida, como por exemplo, você esta andando pela rua e de repente um cisco, uma poeira entra em seu olho, o que seu organismo vai fazer? Tentar de todo custo tira-lo dali, para isto ele usará as lagrimas.
                Pois bem, as lagrimas são um dom precioso, dom que usamos para expressar de maneira clara o que estamos sentindo, só que na maioria das vezes essas lágrimas não vem acompanhadas de sentimentos felizes, elas vem acompanhadas de tristezas. Existem lagrimas solitárias, estas só nos a presenciamos na solidão de nosso quarto apenas tendo como companhia o travesseiro e Deus. Ah, como essas lagrimas doem não é verdade? São banhadas de sofrimentos e tristezas. Deus sabe como elas pesam, Deus sabe o quanto elas te machucam, mas Ele também sabe que elas te farão forte! Essas lágrimas são a expressão de nosso coração querendo colocar para fora toda a tristeza e angustia que estão nele presos.
                Vivemos em um mundo egoísta, pessoas que não se preocupam com quem esta ao seu lado, sofrendo, chorando, um mundo em que só me preocupo em ganhar, subir na vida a todo custo, mesmo que isto custe as lagrimas de outros. Não esta certo! Não! Vejamos o exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele vendo a dor daquela família que perde seu ente querido se compadece deles e ressuscita Lazaro, mas antes disto nos diz às escrituras que Ele chorou, o Verbo Encarnado experimentou o dom das lagrimas, ele experimentou a dor da miséria humana ao se sentir triste quando viu seu amigo morto. Mas, Jesus só ressuscitou Lázaro, porque viu fé no coração daquela família! É esta palavrinha de duas letras que você deve sempre lembrar, Fé! O milagre só poderá ser feito em sua vida quando você tiver a fé necessária, não uma fé mole, ou fria, mais uma fé firme. Jesus não operou milagres em corações duros, egoístas, mesquinhos, mas sim quando viu a fé no coração daqueles que o procuravam.
                As lagrimas devem nos conduzir a esta fé. Jesus faz morada em um coração quebrado, chagado, desolado. Ele faz ali sua manjedoura, Ele nasce e traz de volta a esperança, Ele fará de suas lagrimas de tristezas, lagrimas de alegria, mas você deve crer Nele, crer que é possível converter a dor em alegria. Deixe Cristo lhe ajudar neste processo do dom das lagrimas, deixe-se tocar pelo divino, você não esta chorando só, Jesus Cristo seu salvador esta ao seu lado, te consolando, lhe ajudando a carregar a cruz pesada, Ele é o seu Cirineu, Ele te da força, acredite!
                Lembro-me de um fragmento da oração Eucaristia III do Missal Romano, ela nos lembra de nossos falecidos, de quantas vezes choramos ao passarmos pela dor da perda, mas a oração nos recorda de que não estamos sós, nossas lagrimas não irão cair não chão, o nosso bom Deus não deixará Ele mesmo as enxugará, pois, “esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, quando enxugardes toda lágrima dos nossos olhos.”
                Amigos as lagrimas nos ensinam, nos ajudam, nos recordam, elas nos aproximam de Jesus, o Santo Padre o Papa Francisco em um de seus discursos nos lembrou de que muitas vezes as lagrimas são os ósculos que nos fazem enxergar a Jesus. Que esta meditação nos ajude a entender melhor este dom precioso que Deus nos Deus, afinal, tudo é dom de Deus! Termino este artigo com as palavras de um Arcebispo muito conhecido chamado Dom Fulton Sheen que diz: "Coisas partidas são preciosas. Nós comemos o pão partido porque partilhamos a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Flores partidas dão perfume. Incenso partido é usado em adoração. Um navio partido salvou Paulo e muitos outros passageiros para Roma. Ás vezes, a única maneira que Deus tem para entrar em algum corações é partido-os.” Saibamos ver Jesus Cristo através das lagrimas, completemos em nós sua Paixão, entreguemos a Ele nosso coração e angustias, o vejamos através de nossas lágrimas...

domingo, 3 de maio de 2015

A Videira Verdadeira: Um Convite para o amor!





“Aí está o critério para saber que somos da verdade e para sossegar diante dele o nosso coração...” 



Queridos irmãos e irmãs em Cristo, mais uma vez temos a oportunidade de compartilhar a fé com nossa reflexão do Evangelho de Domingo. Hoje nos é apresentado, como no trecho citado acima, um critério para sabermos se somos ou não legítimos discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo: O AMOR, origem, impulso de crescimento e fim da comunidade e da vida cristã primitiva e atual. Tal critério é melhor visualizado quando entramos na imagem pascal de Cristo como Videira: “Eu sou a videira verdadeira...” (Jo 15,1), diz o Senhor. A videira é uma espécie de planta com ramos verdes e flexíveis responsável por produzir a uva. Cristo, neste domingo, convida a você leitor a se comparar com uma videira. Entremos no “jogo” de Jesus. Quem é o tronco? Jesus. Os ramos? O evangelho nos diz que somos nós, os Cristãos. Quem cultiva? O Pai. Mas podemos nos perguntar: De que modo somos enxertados na videira? Como o Pai cultiva os Ramos? O que nutre, liga e identificam os ramos ao tronco? E aí vemos três pontos que nos ajudam a contemplar melhor e tirarmos os frutos necessários da “verdadeira videira”: 



- O Batismo, modo de enxerto na Videira – O batismo é a forma única em que nós, Cristãos, somos enxertados em Jesus Cristo. Por meio dele, somos inseridos na sua morte de Cruz, libertando-nos do pecado e ressuscitando com ele para uma vida nova em vista de uma coroa incorruptível, a salvação! Quando somos batizados cada um de nós, crianças ou adultos, “escutamos” da boca de Deus o que nos diz o profeta Isaías: “Chamei-te pelo nome, tu és meu!” (Is 43,1) E Deus não cessa de nos atrair para uma vida com Ele, por Ele e Nele, isto é, ao sermos enxertados na videira deixamos a realidade de Criatura e assumimos as vestes de Filhos de Deus, somos separados e, pode-se dizer consagrados, “SAGRADOS PARA...” uma missão, uma vida em Deus e não uma vida para nós mesmos, fechada, exclusiva. NÃO SOMOS MAIS NOSSOS, NÃO PERTENCEMOS MAIS A NÓS, MAS A DEUS porque “Nele nos movemos, vivemos e somos” (At 17,28). Várias coisas passam pelo período em que “estão na moda”: músicas, roupas, palavras, gírias... e delas, inúmeras vezes, fazemos uso e logo passam, são esquecidas. Na vida cristã, o Batismo deve ser a moda que nunca passa, que nunca fica “fora de moda” e que nem o tempo, homem, pecado ou qualquer coisa apaga a condição ou torna velho aquilo que é novo, que é o sacramento da “regeneração” , da “nova criatura” e da condição que tu adquiriste no dia do teu batismo: FILHO DE DEUS, RAMO DA VIDEIRA VERDADEIRA. Após a data de nosso aniversário, onde celebramos com festa o dia em que ganhamos o dom da Vida humana, o Batismo deveria ser para nós motivo de festa múltipla e maior, pois é o dia em que nascemos para a vida Espiritual, a vida em Deus, o modo como somos enxertados na videira e dela dependemos! E tu, Cristão, Jovem ou Velho, Homem ou Mulher, como estás vivendo e celebrando o teu batismo? 

- A Vigilância Espiritual: o Cultivo dos Ramos – Como Ramos tiramos a seiva que nos nutre da Videira, do bom cultivo dessa videira. “Todo ramo que dá fruto, Ele o Limpa, para que dê mais fruto ainda” (Jo 15,2). Ele quem? O Pai. Se Somos limpos pelo Batismo, pela ação do Espírito Santo, como nós refletimos no primeiro ponto, somos sustentados pela palavra de Deus Pai, encarnada em Jesus Cristo, para que sejamos ramos viçosos, flexíveis, verdes, cheios de vida. Isto significa que a vida espiritual é uma ação cooperativa entre a Trindade e o homem, nós e Deus! Sendo assim, a palavra de Deus deve ser meio para nosso projeto de VIGILÂNCIA ESPIRITUAL. Sim, em um mundo tão corrido e cheio de afazeres, a necessidade de se planejar as coisas torna-se cada vez mais útil e prática. A vida espiritual deve se seguir da mesma forma! Um projeto elaborado, detalhado e eficaz na vida prática deve ser construído para o bom cultivo da vida cristã. Sozinho? Evidente que não conseguirás muito! Com o auxílio da Graça Divina que cultiva os seus “ramos”? Irás longe! Tal projeto não se define em algo que fique no papel, mas que tome vida e corpo em nosso dia-dia. Que se permita à podas para que dê cada vez mais frutos diários de vida espiritual: virtudes, frutos de santidade, assimilação com a vontade de Deus... Se é um projeto de vigilância, o ato de Vigiar é, portanto, estar atento, ficar de olho e cuidar para que o ladrão não roube, não leve ou estrague aquilo que é patrimônio pessoal. Assim devemos agir para com nosso Batismo, com a nossa condição de Filhos de Deus, com nossa vida espiritual. Cuidar bem dela a fim de que o ladrão, o Diabo, “que rodeia como um leão a rugir procurando a quem devorar” não a estregue e desfigure. São Jerônimo nos diz que “Ignorar a Escritura é ignorar a Cristo” e no processo de vigilância espiritual, as escrituras, e utilizando da analogia de São Jeronimo, o próprio Cristo, deve “estar no meio de nós”, estar em nós e suas palavras devem ser “o livro de cabeceira”, o remédio “conta gotas” que nos auxilia e conduz, cada dia, para o seguimento mais perfeito do Mestre. 

-O amor de Cristo: a ligação entre nós e o Senhor – Aqui tratamos do que nutre os ramos: O amor de Cristo! É o amor da videira para seus ramos... é um amor desinteressado de Deus que se doa até o fim, que se dá por nós, indignos de merecimento. É um amor que constrange a nós, pobres pecadores, pois não poderemos nunca retribuir tamanha doação. A cruz foi uma prova concreta do limite desse amor: SEM LIMITES! Mesmo assim, é interessante notar que além de não possuir em Cristo picos de amor para com os seus, isto é, momentos em que ama e momentos em que não ama, o verbo “permanecer”, utilizado insistentemente por Cristo, relata bem a sua intenção em nos amar sempre e o seu desejo em que “sosseguemos nosso coração”, nos nutramos constantemente nesse amor. Mais ainda, o nosso Salvador ainda torna tal ação, isto é, o ficar, o estar em presença desse amor, a condição perfeita para sermos seus seguidores, suas testemunhas. Não querendo retribuição, já prepara todo o ambiente necessário para que cresçamos Nele: o seu amor divino que é fonte, ápice e meta de todo cristão. É lugar de repouso, de descanso, onde cada um de nós podemos reclinar nossa cabeça e coração e dele aprender! Até nisso, Cristo nos cuida e nos ama! Cristo, de um simples pedido, torna o ato de amar uma identidade que forma o legítimo Cristão. Portanto, Queres ser feliz? Ame a Cristo! Queres pedir algo a si e aos seus? Ame a Cristo! Queres possuir vida plena? Ame a Cristo! Queres Paz ao seu coração? Ame a Cristo! E deixe-se amar por Ele... Esta é a seiva que nutre os ramos pela videira! 

Que o Senhor Jesus, Videira verdadeira, possa revelar em sua vida seu grande amor e que tu possas estar atento para perceber e responder este amor que impele e que faz arder o coração de cada um de nós! ÓTIMA SEMANA!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Catequese: A importância da ressurreição de Cristo


Marcos Rocha
Seminarista da Arquidiocese Militar do Brasil 


Amados irmãos.

Eu me chamo Marcos Rocha, sou seminarista da Arquidiocese Militar do Brasil, e curso o 2º ano de Teologia, no seminário interdiocesano Maria Mater Ecclesiae do Brasil, em Itapecerica da Serra, São Paulo.
É com alegria que venho a este Blog como colaborador e divulgador da Palavra de Deus e da Sã Doutrina da Igreja Católica.
Como estamos vivendo ainda os momentos da ressurreição de Nosso Senhor Jesus, vamos meditar algumas catequeses a respeito do tema.




Qual o sentido e a importância da Ressurreição?
 651-658
“Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia é também a vossa fé” (1 Cor 15, 14). O catecismo  da Igreja Católica ensina que a Ressurreição constitui antes de mais nada a confirmação de tudo o que Jesus fez e ensinou. Todas as verdades, mesmo as mais inacessíveis ao Espírito humano, encontram sua justificação se, ao ressuscitar, Cristo deu a prova definitiva, que havia prometido, de sua autoridade divina.
A Ressurreição de Cristo é cumprimento das promessas do Antigo Testamento. Prova disso é a passagem do Evangelho de São Lucas, no capítulo 24, 13ss, que narra a aparição de Jesus aos dois discípulos que iam para Emaús, de como lhes ensinou sobre as escrituras, desde Moisés, os profetas e toda a Escritura. 
A Ressurreição é o culminar da Encarnação. Ela confirma a divindade de Cristo, e também tudo o que Ele fez e ensinou, e realiza todas as promessas divinas em nosso favor. Além disso, o Ressuscitado, vencedor do pecado e da morte, é o princípio da nossa justificação e da nossa Ressurreição: a partir de agora, Ele garante-nos a graça da adoção filial que é a participação real na sua vida de Filho unigénito; depois, no final dos tempos, Ele ressuscitará o nosso corpo.
 
1. A Páscoa é a festa mais importante do ano
ü A festa da Páscoa comemora o triunfo de Jesus Cristo     ressuscitado: é o culminar da nossa Redenção e o que confirma a nossa fé.
ü A ressurreição de Cristo é fundamento da religião cristã, porque é o argumento principal da sua divindade e da verdade da nossa fé.
2. A ressurreição de Cristo é um facto histórico
ü É um facto histórico que muitas testemunhas puderam comprovar porque, o que antes tinha morrido, aos três dias apareceu-hes vivo e com o mesmo corpo, agora glorificado.
ü A ressurreição de Cristo transcende a história, porque este     milagre, testemunhado pelos anjos, por Cristo e pela Escritura, é a confirmação da divindade de Jesus e da verdade de sua doutrina.
3. A Páscoa é o triunfo de Cristo
ü A Igreja celebra a ressurreição durante a noite de sábado a     domingo: a Vigília Pascal.
ü É a "noite sacratíssima", em que se acende o círio pascal, que    simboliza a luz de Cristo; as leituras bíblicas relembram as grandes      intervenções de Deus com o homem, desde a criação até à redenção; se renovam as promessas do baptismo.
4. Jesus Cristo vive e é o fundamento da vida cristã
ü O círio pascal recorda que a luz do mundo é Cristo, que morreu mas ressuscitou, e vive e permanece connosco na  Igreja e na Sagrada Eucaristia.
5. Cada domingo celebramos a ressurreição de Jesus Cristo
ü Jesus Cristo ressuscitou no Domingo da Ressurreição. Por isso lhe chamamos domingo ou dia do Senhor: porque ressuscitou Jesus.
ü Mas é tão grande o milagre da ressurreição que, não só o celebramos nesse dia, mas todos os domingos do ano. Cada domingo os cristãos vão à Missa para celebrar a morte e ressurreição de Jesus Cristo.
Assim na sua Ressurreição a verdade da divindade de Jesus é confirmada. Disse Ele: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que EU SOU” (Jo 8, 28).

Finalmente, a Ressurreição de Cristo – e o próprio Cristo ressuscitado – é principio e fonte de nossa ressurreição futura: “Cristo ressuscitou dos mortos, primicias dos que adormeceram… assim como todos morreram em Adão, em Cristo todos receberão a vida” (1 Cor 15, 20-22). Na expectativa desta realização, Cristo ressuscitado vive no coração de seus fieis.
No Domingo de Páscoa o Senhor ressuscitou como tinha predito. “O sepulcro vazio e os panos de linho no chão significam por si mesmo que o corpo de Cristo escapou as correntes da morte e da corrupção pelo poder de Deus” ( CIC 657).  A Ressurreição de Jesus Cristo é a festa das festas, o centro ou ponto de referência de todas as celebrações cristãs, a Páscoa ou passagem do Senhor, é o triunfo definitivo de Deus sobre a morte e o pecado entre os homens.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

“Eu vim para que todos tenham vida...” Reflexão do Evangelho Dominical


“O bom pastor dá a vida por suas ovelhas” (Jo.10,11)
Por: Mayron Alexandre
Caros irmãos e irmãs internautas, que bom termos um espaço para compartilharmos a fé. E nada melhor que fazermos isso falando sobre Cristo, autor e origem da fé, por meio de seu Evangelho, não é mesmo? Estamos caminhando no Tempo Pascal... o tom alegre deste tempo solene se dá por um único motivo: A VIDA! A páscoa é a celebração do triunfo da Vida sobre a morte! A ressurreição é fonte de vida para os crentes! Cristo, numa série de imagens pascais, se apresenta desta vez, neste domingo, como “Pastor Bonus”, “o Bom Pastor”, aquele que dá a vida, e a dá livremente, pois essa é a finalidade de sua missão! Sendo assim, e já tomando rumos para nossa reflexão de hoje, podemos começar nos perguntando: Celebramos a festa da vida mas, se nos é dada a Vida, como usufruir deste fruto pascal? Como viver a vida em Cristo, Bom Pastor, que dá a vida e como reconhecer a Cristo, que dá a vida, no dia a dia?
Em primeiro lugar, vemos pelo Evangelho, que Cristo não é mercenário, não aproveita de suas ovelhas, não as conduz pelo caminho da mentira e nem as abandona. Antes, assume-se como Aquele que se importa com as ovelhas, que as toma para si e “as conhece, como Ele conhece o Pai.” Esse é ponto que podemos partir. Só um conhecimento profundo, munido de confiança, obediência e intenso amor, entre o Pai e Filho pode ter feito com que Cristo abraçasse, livremente, sua paixão. Só uma relação íntima, profunda e de elevada comunhão, entre Pai e Filho, pôde dar-nos a vida. Só um conhecimento entre a ovelha e o seu Pastor pode fazer com que eu e você, ovelhas do rebanho de Cristo, tenhamos a vida, usufruamos da vida, bebamos da fonte da vida, do Pastor, do Cristo. E aí já temos uma resposta para o primeiro questionamento! Ainda assim, um dos sermões de São Leão Magno, presente no Catecismo da Igreja Católica, nos dá um “empurrãozinho” para a resposta da primeira pergunta: “Cristão, por participares agora da natureza divina, não te degeneres, retornando à decadência de tua vida passada. Lembra-te da Cabeça que pertences e do corpo que és membro. Lembra-te que fostes arrancados das trevas e transferido para a luz...” , ou seja, aproveitar a vida, para um cristão autêntico, não se reduz à “fazer tudo o que eu quiser ou puder pois isto é aproveitar a vida!” Isto é um movimento decadente, que leva à caídas, a tropeções, a afundar-se em si mesmo, a retornar para as trevas da qual, pela força do sacrifício de Cristo, fomos arrancados. A Páscoa nos motiva a olhar para o alto, para além de nós, a ressuscitar os ânimos cansados e abatidos, a renovar o compromisso de fé no Cristo e conhecer, com desejos de intimidade, aquele que deu e dá a vida por nós, a deixarmos guiar por aquele que “tem autoridade para dar, retirar e retomar a vida”. Desta forma, aproveitar a vida toma um rumo diferente e ascendente, nos motiva a erguer-nos da morte do passado, a trilhar novos e ressuscitadores rumos nos caminhos da vida, a tomar novas decisões e certezas, a vestir e fazer dignas às vestes de um justificado e participante da natureza divina... Os frutos práticos disso? Ânimo, Coragem, Felicidade plena, Soerguimento, Vitória, respostas plenas e cheias de intimidade com Deus. Os meios práticos disso? A oração, o conhecimento da palavra, a vida em comunidade, os sacramentos.  Portanto, o que achas de viver a vida com Cristo que te doa a vida hoje?...
Em outro aspecto, o Bom Pastor se demonstra responsável por suas ovelhas. Não algumas, selecionadas, mas as que estão e não estão dentro do seu redil, pois, como disse, “também a elas devo conduzir”. Como conduz? Pela voz! Para onde conduz? Para o caminho da Vida Nele! Em que lugar conduz? No meu dia a dia!  A voz vivificante de Cristo fala mais alto nos corações de suas ovelhas. Pela melodia da verdade, Cristo dá a vida por suas ovelhas cada vez que elas ouvem e só conhecem a sua voz. Muitas vozes são ouvidas por nós hoje em dia... as vozes da mídia, do consumismo, do sucesso, da riqueza, dos prazeres... Vozes estas muitas vezes convidativas, sedutoras, disfarçadas, que nos levam e levarão à tentação de querer seguir o mercenário, do lobo vestido de Cordeiro e procurar um caminho mais fácil.  Assim como o autor dessas vozes são, todas essas, vozes mercenárias, que não nos conduzem com segurança e repouso para um lugar. Que não nos garantem a vida! Que não nos levam a Cristo! Nosso Senhor, no Evangelho de Mateus, nos ensina como a fugir dessas vozes: “ Guardai-vos dos falsos profetas que vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os conhecereis.” (Mt 7,15) Que preciosa dica! Que cuidado do Bom Pastor para com os seus! A voz de Cristo, Bom Pastor, nos fala e vivifica sempre na simplicidade da vida, nos fatos diários, nos nossos dons, nas pessoas que convivemos, nos frutos espirituais que colhemos. Estejamos atentos a sua voz! E então, podemos nos perguntar: Eu, ovelha de Cristo, pertencente ao rebanho do Senhor, a quem estou ouvindo? A quem quero seguir? Para onde quero ir? Sigo um caminho de morte? Quero o caminho da vida em Cristo?  As respostas a estas perguntas são o fio condutor para prosseguir ou retornar à verdadeira voz que nos diz: “Eu sou o Bom Pastor” e devem fazer com que ou prossigamos ou retornemos de onde paramos. Como seria doloroso ouvir de Nosso Senhor o que nos exorta o profeta Isaías: “Porque o coração deste povo se tornou insensível, e eles ouviram de má vontade...” (Is 6,10) Quando pelo contrário, que nossa vida seja um eco da voz de Cristo onde formos e que possamos, como testemunhas do ressuscitado, do Bom Pastor que dá a vida, sermos portadores da Vida em Cristo! Assim Seja!